Bolsa Família não deveria ser um programa de governante e sim de Governo.

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Ilustração/ foto/googleimagens

Por:Ediana Silva

Bolsa Família é um programa de transferência direta de renda que integra o Plano Brasil Sem Miséria, baseado na garantia de renda, inclusão produtiva e no acesso aos serviços públicos das famílias em situação de pobreza ou pobreza extrema. E porque alguém com boa saúde mental seria contrário a um programa que propõe auxilio financeiro a quem mais precisa? Se a luta é pela redução das desigualdades é inimaginável não apoiar ações públicas que garantam renda, inclusão produtiva e acessibilidade a todos. Mais a questão passa a tornar-se complexa quando temos um programa assistencialista e de cunho eleitoreiro velado.

Portanto, o Bolsa Família não deveria ser um programa de governante e sim de Governo. Observando o Plano em seus objetivos não se tem dúvidas do seu caráter essencial. Porém esse objetivo é desvirtuado quando não se tem, por exemplo; alcance em longo prazo, desapego das ambições políticas individuais, prestação do usuário a sociedade, medida justa. Em curto prazo não se reduz pobreza principalmente quando não investimos em educação.

Produzimos visibilidade política imediata, resgatando da memória as sombras da caverna de Platão. O usuário do programa erroneamente é privilegiado à medida que concebe maior número de filhos, e aqui não é uma critica ao número de filhos que um indivíduo deseje ter, e sim ao número que possa criar, é uma questão social de amplitude dos problemas basicamente na saúde, educação e segurança.

Nesse modelo vigente não há possibilidade de alterar o cenário real do Brasil, sem politicas sociais coerentes desvinculadas ao assistencialismo de fato. Os investimentos devem ser alinhados entre as grandes áreas de direitos básicos, não vai haver desenvolvimento social e combate a fome doando menos que uma cesta básica, não oferecendo uma prevenção eficiente em saúde para que não dependa do remédio e da UPA (Unidade de Pronto Atendimento), negando à possibilidade de trabalho as mães que tenham filhos menores por falta de local adequado em horário integral para abrigá-los, sem garantir mobilidade e transporte público principalmente nas áreas de difícil acesso onde estão estas famílias, sem afiançar segurança nas vias públicas.

Bolsa Família hoje não satisfaz aos próprios objetivos, é um programa imediatista e mantenedor de votos, como o sugere seu nome “bolsa”, saco para colocar algo. O voto quem sabe? A crítica fica a condução do programa, a sua superficialidade e não me venham com “ti-ti-ti” partidarista o que foi feito já foi, e foi bem faturado para sê-lo, aos que não fizeram um só lamento. A pobreza existe e sua redução não vai acontecer com uma doação mensal ínfima e de forma quantitativa e incoerente essa é uma certeza. Investir no desenvolvimento social necessita de seriedade essa é uma das palavras que falta na atual sociedade brasileira, e isso inclui eleitores e elegíveis.

Obs: Os textos aqui publicados são de responsabilidade de seus autores ou fontes e podem não expressar a opinião do Acarai Noticias.

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