Operação Lava Jato: Íntegra dos depoimentos da delação do doleiro Alberto Youssef

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Revelação da estrutura hierárquica, os coautores e participantes da organização criminosa

Youssef está preso desde março na sede da PF no Paraná. É réu em doze processos abertos em decorrência da Lava Jato. Responde por crime financeiro, evasão de divisas e lavagem de dinheiro – inclusive, por operações que movimentaram pelo menos 1,16 milhão de reais distribuídos no mensalão.

Na Operação Lava Jato, o doleiro Alberto Youssef fechou acordo de delação premiada e fez declarações importantes sobre corrupção na Petrobras. Os depoimentos de Youssef ao Ministério Público Federal foram tornados públicos por ordem do ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF). Youssef era responsável por lavar dinheiro desviado e repassá-lo a políticos. Veja abaixo a íntegra dos depoimentos do doleiro que foi divulgada pelo jornal Folha de S. Paulo:

DEPOIMENTO 1
(2/10/2014 – Explicação geral sobre o esquema de corrupção, com indicações sobre os dirigentes da Petrobras, empreiteiras e políticos envolvidos nos crimes).

DEPOIMENTO – 2
3/10/2014 – Detalha o esquema de corrupção descrito no depoimento 1. Diz que o ex-presidente da República Luiz Inácio Lula da Silva (PT), a presidente Dilma Rousseff (PT), e os ex-ministros Antonio Palocci (PT) e José Dirceu (PT), entre outros, sabiam sobre esquema.

DEPOIMENTO – 3
6/10/2014 – Explica como funcionava o cartel de empresas na Petrobras e a estrutura para remeter dinheiro ao exterior.

DEPOIMENTO – 4
6/10/2014 – Relata como as empresas de fachada dele, como a GFD e a MO Consultoria, eram usadas no esquema de corrupção da Petrobras.

DEPOIMENTO – 5
9/10/2014 – Aponta a participação do consultor Julio Camargo no esquema e diz que o consultor tinha ligações com o ex-ministro José Dirceu e o PT.

DEPOIMENTO – 6
9/10/2014 – Continua explicação sobre atuação do consultor Julio Camargo e aponta participação do empresário Fernando Soares, conhecido como Fernando Baiano, como operador do PMDB.

DEPOIMENTO – 7
9/10/2014 – Apresenta mais detalhes sobre participação do consultor Julio Camargo e a ligação dele com o PT.

DEPOIMENTO – 8
10/10/2014 – Explica como o consultor Julio Camargo fazia a lavagem de dinheiro do esquema.

DEPOIMENTO – 9
13/10/2014 – Continua detalhamento sobre lavagem de dinheiro feita pelo consultor Julio Camargo.

DEPOIMENTO – 10
13/10/2014 – Relata operação para pagamento de propina da empresa Pirelli para fiscais de ICMS de São Paulo.

DEPOIMENTO – 11
3/10/2014 – Detalha ligação do consultor Julio Camargo com o ex-ministro José Dirceu (PT). Diz que Dirceu usava avião Citation Excel de Camargo e que o ex-ministro era referido como “Bob” na contabilidade do consultor.

DEPOIMENTO – 12
13/10/2014 – Explica como o consultor Julio Camargo atuou para intermediar pagamento de propina em contrato de fretamento de navio da Petrobras para a empresa Mitsui.

DEPOIMENTO – 13
13/10/2014 – Aponta pagamento de propina pela empresa Samsung ao PMDB para assinatura de contrato de contrato de aluguel de navio plataforma. Diz que parte do valor deveria ser repassada ao deputado federal e presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ).

DEPOIMENTO – 14
14/10/2014 – Relata como políticos do PP (Partido Progressista) foram destinatários do esquema de corrupção na Petrobras

DEPOIMENTO – 15
14/10/2014  – Afirma que o ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa recebia propinas em contratos de aluguel de navios com a ajuda do genro dele chamado Humberto.

DEPOIMENTO – 16
14/10/2014 – Aponta propinas pagas pela empresa Braskem

DEPOIMENTO – 17
14/10/2014  – Relata pagamento de propinas para mais de 20 políticos do PP (Partido Progressista) e que os dirigentes mais graduados da legenda recebiam até R$ 300 por mês.

DEPOIMENTO – 18
15/10/2014 – Aponta remessas de valores para o deputado José Mentor (PT-SP) e o ex-deputado André Vargas.

DEPOIMENTO – 19
15/10/2014 – Detalha negócios envolvendo fundos de pensão e a empresa Marsans.

DEPOIMENTO – 20
21/10/2014 – Descreve esquema de corrupção na estatal Furnas. Afirma ter ouvido dizer que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) teria influência sobre uma das diretorias da estatal.

DEPOIMENTO – 21
21/10/2014 – Aponta pagamento de propinas envolvendo o IRB (Instituto de Resseguros Brasil) e os partidos PP e PTB.

DEPOIMENTO – 22
21/10/2014 – Relata propina de laboratórios em contratos com a Anvisa.

DEPOIMENTO – 23
21/10/2014 – Indica operações feitas para o empresário Pedro Paulo Leoni Ramos.

DEPOIMENTO – 24
23/10/2014 – Aponta o pagamento de propinas em contratos da estatal de trens CBTU para o PP (Partido Progressista).

DEPOIMENTO – 25
23/10/2014 – Relata suspeita de que foi montada uma operação para silenciar uma pessoa que poderia fazer revelações sobre o assassinato do ex-prefeito de Santo André Celso Daniel (PT). Diz que o esquema envolveria os operadores do mensalão Marcos Valério e Enivaldo Quadrado.

DEPOIMENTO – 26
23/10/2014 – Afirma que a empresa Câmara Vasconcellos pagou despesas de campanha do PP.

DEPOIMENTO – 27
23/10/2014 – Indica o repasse de propinas pelas empresas Odebrecht e Extra para o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa com a intermediação do empresário Fernando Soares, o Baiano.

DEPOIMENTO – 28
3/11/2014 – Aponta o pagamento de suborno em contratos do Denatran para congressistas do PP.

DEPOIMENTO – 29
4/11/2014 – Relata subornos em negócios ligados à instalação de rastreadores no âmbito do Denatran.

DEPOIMENTO – 30
4/11/2014 – Denuncia propina paga pela empresa Unipar para que fosse constituída uma sociedade com a Petrobras, para a criação da empresa Quattor.