Petrobras vai manter a política atual de preços (subindo) para assim conseguir redução de custos, e já falam em demissão

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Foto: Google imagens

Pedro Parente (presidente da Petrobras), disse que vai manter a redução de custos, e também a política atual d preços. Essa última, é uma reafirmação, pois o gás de cozinha acabou ter aumento. Pelo menos a política de preços está seguindo as palavras do Parente. E não para por ai, os combustíveis devem ganhar novos reajustes, motivados por problemas externos. Essa conta nunca fecha, nunca resulta em benefício para o trabalhador brasileiro.

Com registro de Lucro de 2.5 bilhões no último trimestre, não cobre o saldo negativo referente os prejuízos de 2016, uma soma de 14 bilhões. E como já é sabido, o povo vai ter que pagar mais essa conta.
É, no Brasil, quando o dólar sobe aumenta os combustíveis, e ai vai o resto atras, quando o dólar cai, ao extremo, o governo inicia uma plano de redução dos preços, geralmente ficam projetados para reduzir em 20 anos, reduzindo milésimos de centavos. Mas, se nos próximos 6(seis) meses, o dólar subir alguns centavos, lá vem novo ajuste de preço, e ai já se foi a quela redução projetada para ocorrer nos próximos 20 anos. Leia matéria da Agência Brasil.

Agência Brasil – O presidente da Petrobras, Pedro Parente, disse hoje (21) que a empresa manterá o foco na redução de custos e a política de preços conforme tem sido praticada, apesar de considerar que os resultados de 2016 foram, do ponto de vista operacional, muito positivos. Para ele, essa decisão dá à Petrobras “um quadro de previsibilidade importante”.

Na noite de hoje, a empresa divulgou dados refentes a 2016. A Petrobras registrou lucro líquido de R$ 2,5 bilhões no último trimestre de 2016. De acordo com a companhia, esse resultado permitiu reverter o prejuízo de R$ 16,4 bilhões dos três meses anteriores. A petrolífera apresentou prejuízo de R$ 14,8 bilhões no ano passado, uma queda em relação ao ano anterior quando a perda ficou em R$ 34,8 bilhões.

A maior geração operacional e a redução dos investimentos permitiram à Petrobras obter em 2016, um fluxo de caixa livre positivo de R$ 41,5 bilhões. O número é 2,6 vezes superior ao conseguido no ano anterior. O maior fluxo de caixa livre e os desinvestimentos, com entrada de caixa no valor de R$ 7,231 milhões, contribuíram para a redução do endividamento. O resultado foi considerado positivo por Parente.

“É o sétimo trimestre [quarto trimestre de 2016] seguido de geração de caixa positivo, uma margem de geração operacional de caixa muito positiva na ordem de 31%. Um número que nos deixa bastante bem situados, isso quando comparados a indústria global de óleo e gás”, disse.

Redução da dívida

Segundo Parente, a Petrobras trabalhará para diminuir a dívida da empresa, que mesmo tendo sofrido redução em 2016, ainda está próxima de U$ 100 bilhões, ou cerca de R$ 310 bilhões. O endividamento bruto caiu 22% em relação a 31 de dezembro de 2015, em parte pela valorização do real em 16,5% e da amortização da dívida, utilizando recursos obtidos com os desinvestimentos. Na visão do presidente, a redução do endividamento representou um marco para a companhia.

“Trazer este número para abaixo de US$ 100 bilhões é um marco importante, mas ainda é próximo de US$ 100 bilhões. A gente precisa manter a nossa concentração, o nosso foco na redução desse número. A alavancagem da empresa, ou seja, a comparação desta dívida com nosso resultado operacional ainda é um nível elevado, especialmente, nas condições brasileiras onde as taxas de juros reais são elevadas”, disse.

Venda de ativos

O presidente da Petrobras disse que o valor de US$ 1,5 bilhão que seria obtido com a venda de ativos e que não foi realizado na meta 2015/2016 no Programa de Parcerias e Desinvestimento vai se somar a previsão para 2017/2018, que passará de US$ 19,5 bilhões para US$ 21 bilhões. O processo foi paralisado em consequência da decisão do Tribunal de Contas da União de pedir mais explicações à companhia sobre cinco projetos de vendas de ativos previstos no programa.

Para o presidente, o programa da Petrobras para a venda de ativos e parcerias tem apontado o interesse do mercado. “O que a gente tem notado no nosso Programa de Parcerias e Desinvestimentos é que exite interesse nesses ativos em que a gente tem buscado estas parcerias. Vimos realmente são exceções os ativos em que não há interesse e, nestes casos, são retirados do programa”.

Demissão voluntária

Parente disse que não há previsão da companhia em adotar um outro Programa Interno de Demissão Voluntária. Com o programa que está em vigor desde o ano passado, a empresa registrou a adesão de 13 mil empregados e para este ano a expectativa é de que mais 4 mil peçam afastamento. Se o número se confirmar, a companhia vai se estabilizar com um quadro de 50 mil empregados na holding e 62 mil no total, incluindo as subsidiárias.

Os gastos com o programa em 2016 foram um dos fatores que impactaram no resultado do lucro operacional da companhia que, embora tenha sido melhor do que no ano anterior, foi de R$ 17 bilhões em 2016. A reclassificação de perdas com depreciação cambial e maiores gastos com ociosidade de sondas também ajudaram a reduzir o lucro operacional.

Política de preços

Sobre a política de preços da Petrobras, Parente disse que ela está baseada na paridade internacional de preços, acrescida de uma margem positiva para a empresa e da análise da volatilidade das principais variáveis que formam os valores em reais, considerando o preço do petróleo no mercado internacional e a taxa de câmbio.

“Outro aspecto importantíssimo a considerar é a participação no mercado, o chamado market share. As decisões têm que levar em conta os preços internacionais e também o nosso interesse de manter um determinado market share. Se nós temos uma situação onde os mercados apontam redução de preços e nós insistimos em manter preços elevados, podemos perder market share e isso não nos interessa”, disse.

Parente informou ainda que no Plano de Negócios da companhia para o período 2017/2021 uma das métricas mais importantes é a segurança nas atividades das empresas e comemorou a queda no número de acidentes de trabalho. “Tem redução bastante expressiva de 2015 para 2016, de 4%, onde o indicador cai de 2,2 acidentados por milhão de horas trabalhadas para 1,6 acidentados por um milhão de horas trabalhadas”.

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